A terapia narrativa parte de uma ideia central: a pessoa é muito maior do que aquilo que a faz sofrer. Em vez de tratar o indivíduo como um defeito a corrigir, ela olha para as histórias que cada um carrega sobre a própria vida e abre espaço para que outras versões dessa história ganhem voz.
No trabalho da psicóloga Betine Daniachi, essa abordagem é colaborativa. Cliente e terapeuta caminham lado a lado. A proposta é ajudar você a reencontrar a autoria da própria vida, com escuta atenta, respeito e cuidado com o seu contexto de relações.
A abordagem foi desenvolvida pelo terapeuta australiano Michael White, ao lado de David Epston. É reconhecida em vários países como uma das formas mais humanas e respeitosas de fazer psicologia. O princípio que a sustenta é o de que ninguém deveria ser reduzido ao próprio sofrimento.
Cada pessoa constrói sentido sobre si a partir do que vive, das relações que estabelece, da cultura em que está inserida e dos discursos que atravessam sua trajetória. Somos feitos de histórias, e toda história guarda alegria e dor.
Muitas vezes, certas experiências difíceis passam a ocupar tanto espaço que a pessoa começa a se enxergar apenas por elas. Surgem rótulos que parecem definitivos, como ansioso, fracassado, incapaz ou insuficiente. A terapia narrativa trabalha para afrouxar essas amarras.
Essa frase resume a abordagem. Ao separar quem você é daquilo que o aflige, deixa de fazer sentido dizer “sou ansioso”. Passa a ser possível olhar para a ansiedade como algo que chegou, que tem história e que pode ser compreendido. A identidade deixa de ficar refém do sintoma.
Essa distinção não é apenas uma questão de palavras. Ela muda a forma como o sofrimento é vivido, porque devolve à pessoa a possibilidade de se posicionar diante do problema em vez de se confundir com ele.
Ao lado da narrativa do sofrimento, existem outras histórias esperando para serem lembradas. São histórias de resistência, de afeto, de competência, de valores e de coragem, que costumam ficar encobertas quando a dor domina a cena.
O processo terapêutico ajuda a resgatar essas versões de si mesmo e a dar a elas o mesmo espaço que antes só o problema ocupava. Aos poucos, a pessoa reconhece que a própria vida é feita de muito mais do que aquilo que a machuca.
Na terapia narrativa, o terapeuta não ocupa o lugar de quem detém a verdade sobre o outro. Assume uma postura curiosa e colaborativa, de quem caminha junto e ajuda a pessoa a reencontrar a autoria da própria história.
É um trabalho que valoriza a escuta cuidadosa, a ética e uma perspectiva sempre relacional, centrada na dignidade humana. O foco não está em corrigir quem você é, mas em ampliar as formas de você se contar e se viver.
Nenhuma narrativa de sofrimento precisa ser a versão final. Com a terapia narrativa, a psicóloga Betine Daniachi pode ajudar você a olhar para a própria história de um jeito novo, recuperar capítulos que ficaram esquecidos e considerar caminhos mais coerentes com aquilo que valoriza.
Para quem sente que o sofrimento passou a definir quem é, convive com rótulos difíceis ou deseja compreender as próprias experiências de forma mais ampla e respeitosa. O atendimento pode ser individual, de casal ou em família.
Não. A abordagem acolhe desde questões pontuais até dificuldades mais antigas. O ponto de partida é o desejo de olhar para a própria história e ampliar as possibilidades de viver as relações consigo e com os outros.
Sim. O acompanhamento acontece nas modalidades presencial, em Higienópolis, e online, com a mesma escuta cuidadosa nos dois formatos.